Pro bono: como utilizar o conhecimento técnico no voluntariado

Cada vez mais é consenso no mundo do voluntariado empresarial que um programa de voluntariado estratégico precisa estar alinhado aos negócios da empresa. Mas para além disso, uma tendência forte que vem sendo desenhada no voluntariado empresarial é o trabalho pro bono.

O termo pro bono vem do latim e quer dizer “para o bem”. No mercado, é utilizado para trabalhos não-remunerados que exigem conhecimento técnico. É muito comum nos escritórios de advocacia que prestam assessoria jurídica gratuita a pessoas sem condições socioeconômicas, por exemplo.

pro bono

Algumas empresas passaram a adotar o trabalho pro bono em seus programas de voluntariado, o que significa estimular seus colaboradores a usarem aquilo que já fazem no dia-a-dia para ajudarem instituições sociais a crescerem e se profissionalizarem. Além de engajar colaboradores em torno do voluntariado, o pro bono pode ser uma ferramenta de formação e desenvolvimento de habilidades, como gestão, liderança e trabalho em equipe.

Abaixo separamos algumas dicas de como você pode estimular o trabalho pro bono com os colaboradores da sua empresa:

1) Mapeie instituições que estejam alinhadas com a empresa

Mapeie instituições sociais, de preferência próximas à empresa, e marque uma visita para entender as principais necessidades dela. Podem ser ONGs ou até mesmo escolas públicas. Proponha uma conversa informal, entenda o que aquela organização faz, como são os processos atuais e quais as necessidades técnicas dela.

2) Mapeie os talentos da empresa de maneira metódica

Olhe para a sua empresa e para o conhecimento que ela possui através de seus colaboradores. Divida as necessidades constatadas com seus colegas e pensem juntos como vocês poderiam ajudar àquela instituição a se profissionalizar. Podem ser atividades ligadas a orientações financeiras, gestão de recursos, apoio jurídico ou mesmo atividades de comunicação e marketing. Lembre-se também que não basta ser sem remuneração para ser um trabalho voluntário, mas os voluntários precisam abraçar a causa por livre e espontânea vontade de ajudar.

3) Explore diferentes tipos de atividades

O pro bono pode ser feito em torno de dois eixos: a execução do trabalho em si, quando for algo que exige conhecimento técnico elevado, e a capacitação das pessoas da organização, por exemplo, no caso da utilização de novas ferramentas e processos.

Outra dica legal é procurar pensar em trabalhos que podem ser feitos à distância pelos voluntários: desenvolvimento de ferramentas, planilhas, reformulação de sites, atualização de mídias sociais, etc., são algumas das sugestões. É importante que todos os envolvidos conheçam a instituição, mas em tempos corridos e de muito trabalho, o voluntariado online pode ser um atrativo.

4) Alinhe expectativas

Alinhe expectativas quanto à duração de cada ação e as responsabilidades da instituição e dos voluntários. A ideia é que a instituição não fique dependente da empresa e que os voluntários tenham comprometimento com o trabalho a ser executado.

5) Apresente uma proposta que tenha valor para todos os envolvidos

Lembre-se que é imprescindível que tanto a instituição quanto os voluntários enxerguem valor nos trabalhos desenvolvidos. É importante verificar não só o que seus colaboradores podem oferecer com qualidade, mas também o que é mais relevante para a ONG. Feito isso, é preciso comunicar de maneira clara para garantir que as necessidades e as soluções propostas sejam bem compreendidas. Fazer algo por fazer pode levar à frustração e a uma experiência ruim para ONG e voluntários. Por outro lado, em tempos em que cada vez mais as pessoas questionam a relevância do trabalho delas para o mundo, o pro bono pode ser uma forma bacana de responder a esses questionamento pessoais e fazer com que cada um enxergue o valor de seu trabalho e seu potencial transformador.

E você, já teve alguma experiência semelhante, pessoalmente ou na sua empresa? Compartilhe conosco nos comentários.

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2 comentários sobre “Pro bono: como utilizar o conhecimento técnico no voluntariado

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